Hoje (19/07) foi divulgado o ranking de desempenho das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio, mais uma vez as escolas privadas tiveram um desempenho avassalador. Das 30 melhores, 27 são privadas e as 30 piores, todas são geridas pelo estado.
O Resultado não nos surpreende, a educação gerida pelo Estado definha-se e a gerida pela iniciativa privada, tanto no ensino básico quanto no superior, moderniza-se e galga melhores colocações nos rankings nacionais e internacionais.
Quais os motivos do predomínio da gestão privada sobre a pública? O motivo mais alardeado encontra-se na gestão pública. As vagas de administração nos órgãos federais, estaduais e municipais são ocupadas por critérios políticos, preferindo-se os aliados partidários a gente competente que poderia dar um pouco de racionalidade à administração.
Contudo, o motivo não é este. O principal motivo é que a escola pública não está sujeita a mais rigorosa avaliação de todas – a do mercado, e o que é o mercado? Mercado é a situação na qual uma pessoa querendo um bem (no caso a educação) dá um bem (no caso dinheiro) que tem a outra para ter este serviço.
Como consumidores conscientes, a maioria dos pais de alunos ficam atentos a qualidade da escola. Se a escola piorou seu ensino, eles colocam seus filhos na outra melhor que tenha o mesmo preço (ou apertam o orçamento para por o filho na melhor escolar mesmo que mais cara).
A vantagem deste sistema espontâneo produzido pela própria vontade dos pais quererem o melhor para seus filhos é que as escolas ruins tendem a ser eliminadas e as escolas boas serem preferidas (e lucrarem com isso). Já a escola estatal é alheia a demandas dos pais, pois independente da qualidade do serviço, nunca acontecerá nada demais aos servidores estáveis e aos comissionados.
O Resultado do ENEM pela enésima vez trouxe o mesmo diagnóstico – é preciso privatizar e desregulamentar o ensino básico.


